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Associação Portuguesa de Entusiastas de Aviação
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 Assunto da Mensagem: De Budapest para África
MensagemEnviado: sexta nov 04, 2011 4:24 pm 
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Boas,

A primeira e única vez que tinha estado em Africa tinha sido em 2004 na cidade resort de Hurghada, Egipto, mas como muitos devem de estar a pensar, e com razão, não se tem um verdadeiro sentimento de se estar em Africa em tal local. Como tal era imperativo voltar ao Continente para uma melhor experiência, tendo eu sempre relegado este continente para 2º plano, em deterioramento de outros locais mais fáceis para se viajar tal como Sudeste Asiático, Austrália e a América do Sul. Mas finalmente chegou a oportunidade e com uma razão muito bem vincada que revelarei mais adiante. No entanto antes de começar viagem decidi fazer uma visita de fim-de-semana à minha capital Europeia favorita, para rever caras e locais conhecidos e fazer um fim-de-semana de festa em Budapest :dance .

A viagem começou na quinta dia 13 de Outubro com um voo de Lisboa para London Luton na easyJet. As únicas novidades para mim em LIS foram o A310 da Whitejets e um A340 da HiFly frigorífico que estava para lá encostado. O voo descolou a meio da tarde tendo a aproximação a Luton sido iniciada pouco depois do por do sol. Já tinha estado em Luton uma vez e por ser um aeroporto cujo forte são os bizjets, deste local pode-se esperar tudo. A quantidade voltou-me a impressionar bastante e antes de decidir terminar o dia sentado num banco a tentar dormir, não deixei de dar uma volta pelo exterior do aeroporto e ver que registos conseguia sacar. Saiu-me na rifa um Gulfstream Mexicano e um MD privado com registado nas Ilhas Caimão. Entre outros, claro está.

O meu próximo voo seria uma estreia a nível de companhias aéreas, aliás a 1ª de 4ª estreias só nesta viagem. Voo W6 2202 para Budapest num A320 da Húngara Wizzair. O voo partiu, se não me falha a memória ai pelas 7-8 da manhã e se há coisa que não me irei esquecer foi da invasão (palavra mais do que correcta) de 10 (!!) A320 da Wizzair que aterraram num espaço de cerca de 20-35 minutos. Eu bem que queria ir para a minha porta de embarque mas parecia que do céu choviam Wizzairs :shock: . O meu voo foi operado pelo HA-LPD e teve um load factor muito bom, não esquecendo que a Wizzair opera 3 voos diários para BUD. Durante o taxi aproveitei para recolher mais uns registos e … bora para Budapest.
A chegada foi na pista 13R tendo eu (ia do lado direito à janela) conseguido ver durante a aproximação todos os locais que fazem de Budapest uma das capitais mais visitadas da Europa.
Do aeroporto (T2, o terminal usado pelas low-cost) até voltar a entrar em “casa” não são mais do que 15 minutos de comboio até ao “coração” da cidade. Como esta já era a 5ª vez em terras Húngaras decidi fazer algo turístico mas ao mesmo tempo alternativo e mais radical. Poucas horas depois de ter chegado aventurei-me numa visita de cerca de 2H30 pelas grutas de Budapest. Bom acho que as fotos valem mais do que as palavras e também servem para descansar a vista…

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Deviam ser quase 8-9 quando regressei ao hostel. Party time, afinal era 6ª feira. Todos os que estavam no hostel trocamos uma regular visita aos incontáveis bars que existem por uma noite de festa num parque aquático coberto até às 3 da manhã. Basicamente imaginem os parques do Algarve, mas cobertos, DJ e muitas bebidas à mistura, e claro… pode-se andar nos escorregar. Estão a ver o filme??? Foi épico, estava longe de imaginar que tal era possível…ah ,é verdade, para quem estiver interessado no dia 18 de Novembro vai haver outra. O transporte do centro da cidade é gratuito e para quem quiser mais informações o site é o seguinte:

http://www.aqua-world.hu/en

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Esta é a única foto aqui para o tópico... o resto não interessa :twisted: . Foi sem dúvida uma noite bastante divertida e talvez das festas mais ortodoxas onde já estive presente.

No dia seguinte, sábado dia 14, aproveitei para dar um passeio pela cidade e tentar descontrair. Existe já um sentimento de grande familiaridade com as ruas e locais de Budapest e sinto que vai ser (muito) difícil para mim atingir aquelo ponto “é demais, já chega.” BP, como lhe chamo, é uma cidade fantástica e mais uma vez recomendado a todos. A noite do dia 14 há muito tempo que estava planeada. Por grande coincidência, nessa noite iria realizar-se em BP o maior festival de música electrónica da Hungria com nomes bastantes conhecidos como Ferry Corsten e Gareth Emery. O festival chamado Bonusz, tinha 4 palcos e começou às 2200 com duração até 08AM.

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Não foi difícil convencer mais malta do Hostel para vir. Para mim o grande senão era o facto de ter que ir embora às 4 da manha devido a um voo que tinha descolagem às 06:50. Devia já passar da meia-noite quando lá chegamos e apesar de só lá estar 4 horitas foi o suficiente para ver o set de 3 horas do Ferry Corsten (01:00-04:00) e me divertir à grande :D. De momentos não tenho fotos, mas foram-me prometidas algumas, pelo que se puder eu depois aqui farei o upload.
3 Horas depois estava de volta a aeroporto e dentro do HA-LOL, B737-700 da Malév, um voo em code-share com a British Airways, para London Gatwick. O check-in no entanto estava feito até Johannesburg, não me tendo sido possível fazê-lo até ao meu destino final, Windhoek, Namíbia :mrgreen: . Isto sim uma mudança radical que me iria voltar a levar para paragens onde as temperaturas médias rondavam os 34º, enfim de volta ao Verão.

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Rui Miguel Rodrigues
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: sexta nov 11, 2011 6:41 pm 
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Uma vez em Gatwick viajei na National Express até Heathrow (a BA não se assegura pelo transporte entre os dois aeroportos, aconselhando um mínimo de 3 horas entre voos), passando pouco depois das 10AM quando cheguei ao T5 numa fria e bela manhã de Outono. Consegui fazer o check-in para o voo JNB-WDH (Windhoek) operado pela Comair em code-share com a BA. O T5 está dividido em 3 áreas (A, B e C). A área C é aquela que está mais afastada do T5 sendo necessário apanhar uma espécie de tram, após passagem pelo controlo de segurança. Após algumas matriculas e uma bela soneca ainda a tentar recuperar da noite anterior, regressei ao T5A para verificar a minha porta de embarque que entretanto tinha sido anunciada. E Aqui começa a saga do voo BA55.

O embarque foi iniciado (através de autocarros e não através de manga) conforme previsto, tendo posteriormente sido suspenso. Foi nos comunicado que havia um problema técnico com a aeronave e que iria haver uma troca de aparelho. O voo passou das 19 para 22 sendo operado por um outro 747 que entretanto chegara de JFK. Tenho que mencionar que foi tudo tratado de forma muito cordial pelos funcionários da BA tendo sido distribuído um voucher de 5£ a cada passageiro. Nova tentativa de embarque, desta vez através de manga e novo conflito desta vez com um voo da BA para Jeddah. Ambos estavam para portas de embarque diferentes, no entanto a partilhar a mesma manga. O voo de Jeddah era 1º e depois o nosso, entretanto o Jeddah atrasou, atrasou e finalmente decidiram meter o nosso à frente. O pior aina estava para vir. Embarque… tudo normal, sendo comunicado que devido a alguns passageiros que tinham preferido apanhar um outro voo para JNB (a BA opera dois voos estando estes separados por uma ou duas horas), teriam que retirar as malas dos ditos passageiros. Mais cerca de duas horas de delay. Estes atrasos fizeram-me perder a ligação em JNB, tendo o G-BNLP aterrado em Johannesburg, África do Sul pelas 1140 locais de segunda-feira dia 17 sendo o voo da Comair às 1200…
Após desembarque foi uma correria pelo Terminal até à minha porta de embarque (ainda com direito a passagem fugaz pelo controlo de segurança). Fui alimentado pela esperança de ainda conseguir embarcar pois o meu voo ainda aparecia como “boarding”. Nunca tinha corrido tanto atrás de um voo. Finalmente cheguei à porta de enbarque. Já não estavam a embarcar. Informaram-me que o meu voo seria o SW713 da Air Namíbia e que teria que me dirigir à zona das ligações, por onde tinha passado. Uma vez lá e ainda a muito dificilmente a recuperar o fôlego, começaram a processar-me a mim e a outros passageiros para a transferência de voo. Ainda demorou um bom bocado. Para esta viagem só levei, bagagem de mão e nenhuma mala de porão, o que se revelou como sendo uma excelente opção. Os restantes passageiros tiveram que recolher a bagagem, passar o controlo de passaportes (entrando portanto na África do Sul) e fazer o check-in. Eu não, fizeram-me o check-in e deram-me o boarding card, tendo voltado a passar pelo controlo de segurança (pela 3ª vez). Encontrei um café onde pode descansar um bocado e fazer spotting durante algumas horitas. Infelizmente o meu voo para a Windhoek também estava atrasado cerca de uma hora, bem melhor que o voo SW703 (também JNB-WDH) que tinha sido cancelado durante o final da manhã…).
O voo da Air Namíbia foi bastante agradável. Foi servido uma refeição a bordo e o B737-500 (V5-TNP) ia bastante cheio, se não totalmente. Ao meu lado seguia um passageiro do voo BA55 que já tinha voado nesta rota várias vezes e só aqui soube a verdadeira razão do problema técnico que levou ao atraso do voo. Ele foi um dos primeiros a embarcar (no aparelho que originalmente nos deveria ter trazido até JNB) e a informação dada pela tripulação foi que antes de a manga ser ligada à aeronave, um pássaro tinha entrado na mesma. Ainda tentaram tirá-lo, mas em vez disso ele refugiou-se numa zona de cheia de fios ficando lá preso sem que mingúem o pudesse de lá tirar. Um simples pássaro, fez-me perder a ligação e em vez de chegar ao meu destino às 2 da tarde iria chegar às 21. Após o pôr-do-sol não se vê uma única luz no solo, só mesmo quando se está mais perto de Windhoek.
A aterragem foi bastante suave e na placa só estava um de dos dois A340 da frota Air Namíbia e um Embraer da mesma companhia. Enquanto estava na fila para verificação de passaporte aterrou o voo da South African vindo igualmente de JNB. Partilhei o táxi para cidade com um casal Norte Americano que chegara neste voo tendo trocado várias experiências de viagens passadas.
Á chegada ao hostel o ambiente em redor “desértico. Não se via vivalma na rua e até havia um segurança â porta. No entanto daquilo que vi da cidade deixava antever, tal como tinha esperado que fosse algo semelhante à Europa, fruto do tempo em que os Alemães ocuparam a Namíbia. Tive a felicidade de a primeira pessoa que conheci ter sido uma Portuguesa a viajar faz algumas semanas. São muito poucos os tugas que tenho encontrado por esse mundo, até àquele dia apenas na Indonésia, Ucrânia e Paraguai. Fiquei a conhecer um bocado melhor o país e deu para antever o que esperar dos próximos dias.
Ainda era cedo quando acordei na manhã de terça. Ia deixar para trás a capital Windhoek e partir para um safari de 3 dias para o parque de Etosha. Existem vários operadores que fazem excursões e não foi difícil encontrar um e fazer a reserva via internet. Fazer um safari não era uma das minhas grandes prioridades, mas achei que já que estou em África bem que podia partir à aventura e faze-lo. Estava uma manhã bem quente e eram 08:30 quando me foram buscar ao hostel… para me levarem para outro, de onde parti para uma viagem de 6 horas para norte num veículo apropriado para a missão e acompanhado por mais alguns turistas de Inglaterra, Suíça e o casal de San Francisco com o qual eu tinha partilhado o taxi do aeroporto para Windhoek no dia anterior. Uma pequena referência a este Norte-Americano de ascendência Sueca. Ele foi um dos criadores da Sky Tours, que segundo me deu a perceber era um operador turístico que vendia bilhetes na extinta Laker Airways, que como muitos devem de saber está associada com o facto de ter sido a primeira low-cost a efectuar voos transatlânticos.
Ainda faltavam algumas horas para o pôr-do-sol quando chegamos a Etosha. Uma vez lá demos uma volta, sempre pela estrada e nunca a atalhar (é proibido), e tive a oportunidade de ver zebras, leões, órix e muitos outros animais.

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Após sunset abandonamos o parque e fomos para o nosso resort, mesmo ali perto. Para mim que estou habituado a ficar em hostels ter “isto” tudo para mim foi um luxo, até porque diga-se tem mesmo muito boa pinta…

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O dia seguinte foi totalmente dedicado a “navegar” pelo parque, sempre sem sair do nosso veículo, com excepção quando se entrava em algum dos resorts que estão dentro do parque e devidamente protegidos. As temperaturas rondavam os 34ºC e, salvo uma ou outra rara excepção, o céu esteve constantemente limpo. Aqui ficam algumas fotos:

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Nesta segunda e última noite, no nosso resort houve um BBQ onde confesso que me deliciei com a carne de órix e zebra. Ambas muitos boas e recomendadas.
No dia seguinte, após pequeno almoço, acompanhado pela Zebra “Spotty” do nosso resort…

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... regressamos à capital Windhoek. Eu voltei ao meu hostel (Cardboard Box) e no dia seguinte (sexta-feira dia 21) voltei a encontrar a minha amiga tuga que regressava de uma viagem ao deserto de Sossusvlei, que era algo que eu gostava de ter feito, mas que é uma opção mais cara do que o safari. Após pequeno-almoço, ela teve a amabilidade de me amostrar a capital da Namíbia. Infelizmente não tenho fotos, terá que ficar para uma próxima vez.
À tarde, pelas 17:30 iniciei uma viagem de autocarro na “Intercape” que me iria levar até ao próximo destino: Cidade do Cabo, África do Sul. A viagem teve uma duração de mais de 20 horas e até fui muito bem passada. Os bancos são confortáveis e para quem tiver tempo é muito mais barato de que um voo one-way (menos de 50€ contra 150-200€). A entrada na África do Sul foi pelas 3 da manhã e todo o processo de carimbar passaportes nos dois lados da fronteira demorou cerca de uma hora. Enfim, na minha lista de países, a África do Sul é o número 40 :dance :mrgreen: .

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Rui Miguel Rodrigues
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: sexta nov 11, 2011 11:02 pm 
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Pah..... é que consegues surpreender sempre :shock:
Mais, escreve lá um livro, porra. Tipo Miguel Sousa Tavares, sei lá.
Continuo a dizer, eu nem sequer pensava fazer estas viagens que fazes, nem em sonhos e muito menos na realidade, já para não falar em as fazer sózinho.
O que eu sinto acho que se pode chamar de inveja. :roll:
Oh Rui "Duracell", não pares pah, Obrigado por estes bocadinhos. :dance

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Alberto Oliveira
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: sábado nov 12, 2011 10:00 pm 
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Ahahah, muito obrigado pela comparação amigo Alberto. Á medida que as viagens se vão sucedendo, as histórias vão aumentando e dá-me um enorme gozo recordar alguns momentos de antigas viagens. Continua a achar que viajar é um excelente investimento em nós próprios e quanto mais exótico e desconhecido o pais, melhor. África pode parecer um Continente pouco popular para se andar a passear, mas olha que conheci pessoas que andaram pelo Botswana, Zimbabué, Zambia e Malawi sem quais quer problemas e a partilha dessas experiências dá para "abrir" muito a mente :). Para as férias do próximo ano tenho boas cartas no baralho de paises do 3º mundo :wink:

Grande abraço!

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Rui Miguel Rodrigues
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: sábado nov 19, 2011 6:50 pm 
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Ao final da manhã de sábado dia 22 cheguei à Cidade do Cabo. Mal sai do autocarro fui abordado por um taxista, pelo que poucos minutos depois estava a caminho da minha “nova casa”, The Backpacker, num taxi velho com um motorista do Zimbabué. Após check-in dei uma volta pelas redondezas e aproveitei e fiz algumas compras, dado que o Hostel tem uma cozinha bem equipada e em vez de estar a comer sempre fora fica mais em conta cozinhar. Reparei que todas as vivendas (sem qualquer excepção) têm arame farpado e muitas até tem sistemas de video vigilância e anúncios na porta da empresa que faz a segurança à casa. Ali muito próximo fica também a Longer St. que é uma rua com muitas lojas, bares e Hostels.

Os 3 dias seguintes foram ocupados com 3 actividades turísticas que preencheram a minha estadia em Cape Town.
A 1ª foi dar uma volta num autorcarro turístico pela cidade. Com isto tem-se uma boa ideia dos principais pontos de interessa da cidade, tais como Table Mountain a zona das praias e dos bairros chiques, que diga-se de passagem, um autêntico lux, e também a bela zona Portuária restaurada. Aqui ficam algumas fotos:

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Para segunda-feira dia 24 estava reservada o principal motivo desta viagem. Infelizmente no dia anterior fui informado que tinha sido adiado devido a meteorologia e que a nova data seria Terça-feira. Desiludido decidi marcar um tour, que entre outras actividades, me iria levar até ao Cabo da Boa Esperança. A viagem começou num mini bus com mais cerca de 7 pessoas e teve a duração de 7 horas. Durante a viagem ouve paragens para ir de barco ver uma colónia de Focas, entrar numa espécie de mini zoo para ver Pinguins (aparentemente o +único local em África onde se pode vê-los no seu estado natural), andar de bicicleta na zona de “Cape Point” onde fica o Cabo da Boa Esperança e, claro ir ao próprio “Cape of Good Hope”.

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Bem último tour e mais importante de todos. Não sei como tive esta ideia nem quando, mas mergulhar numa jaula com o Tubarão Branco em Cape Town era, por muito incrível que possa parecer, o meu 2º maior desejo na minha curta Bucket list. Aqui vai um resumo largo dessa experiência que foi.
Nesse dia 23 de Outubro, cheguei ao Hostel pela 01:30AM, tendo nessa noite jantando com mais 3 amigas e estado num pub Irlandês (Dubliner) até vir embora. 02H30 depois acordei e esperei que pontualmente me viessem buscar às 04:30 conforme coordenado. Ainda andamos às voltas para recolher mais pessoas, até seguirmos viagem para Gansbaai, o que demorou cerca de duas horas, obviamente passadas a durmir. Uma vez lá, entramos numa sala onde tivemos direito a pequeno-almoço self-service e também a um briefing de segurança. O briefing foi dado com muita descontracção e algumas piadas pelo meio, mas sem nunca perder a sua componente de segurança.
Seguiu-se o embarque e uma viagem de 20 minutitos. Pouco depois de termos chegado , chegaram também mais dois barcos. Após chegada começaram a lançar o engodo para atrair os preciosos Tubarões. Já com o fato vestido subi para o piso superior, onde se tem uma panorâmica muito boa, enquanto esperávamos pela chegada dos bichos. E foi aqui que para mim começaram os problemas. O mar estava agitado e comecei a sentir-me mal. Depois começou a chover. Cada vez menos bem disposto tive que descer e vomitar o pequeno-almoço. Até que começaram a ser avistados alguns tubarões nas nossas redondezas. Mais leve e animado, fui logo voluntário para a primeira remessa de 7 (no total eramos 15). Basicamente entramos numa jaula, que está junta ao barco e ficamos com a cabeça à superfície, com uma máscara. Quando, do barco, nos dizem para mergulhar, é quando o Tubarão passa mesmo ao lado e ai sustem-se a respiração, mergulha-se e abre-se bem os olhos… e tiram-se algumas fotos

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A água estava gelada, mas o momento foi fantástico!! Depois de sair da Jaula ainda voltei a entrar mais uma vez e ainda tive mais outra oportunidade que recusei, pois ainda tava a sentir-me um bocado mal (foi pena). Chegamos à costa pelas 12. Tomei um duche bem quentinho num instante e comi algo para repor as energias. Quando chegamos já tinha o meu certificado de mergulho que muuuuuuuuuito orgulhosamente exibo :mrgreen: :

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Não correu como eu tinha imaginado, mas está feito e é para ser repetido. Digo-vos que não sou nenhum super-herói por fazer isto. É bastante seguro e um must para quem vai a Cape Town. Seguramente das melhores coisas que já fiz na vida!

À chegada ao Hostel voltei a aproveitar a happy hour do bar (18-19) com um “habitual” Springbook (shot) e uma Windhoek (Cerveja), tudo por menos de 1€. Nessa última noite, ouve um BBQ no Hostel com comida excepcional, diga-se, e a noite foi mais longo (e mais divertida) do que a anterior, afinal seria a última noite em África.

No dia seguinte, quarta-feira, partilhei o taxi para o aeroporto com uma amiga Belga que ia para o Malawi (via JNB) continuar as férias. Para o voo BA58 para LHR ainda faltavam algumas horas, pelo que decidi fazer spotting a partir da área dedicada que existe no piso superior do Terminal. Trata-se de uma zona indoor, com muitos bancos e uma vista suberba. Na placa os destaques eram o B747SP da Sand Corps e um B727 privado com winglets no qual embarcou o presidente Zuma, pouco depois. O 747 da BA G-BNLV já lá estava e ocupou a porta A3 após a saída do B727. O embarque foi pontual e eficiente e antes de descolarmos levamos um ligeiro atraso de cerca de 10 minutos devido a várias chegadas.

O voo BA58 decorreu durante a noite, tendo a aterragem em Heathrow sido pelas 6 da manhã. Foi um voo muito bem passado, a durmir e a ver um outro filme, e aquelas 10 horas passaram muito rapidamente. Uma vez em LHR tive que mudar do T5 para o T3 (terminal de onde partem os voos da BA para Lisboa e outros destinos). Como o meu voo era só às 14 aproveitei para fazer spotting e passar pelas brasas.
Mais uma vez, tive uma embarque pontual, desta feita para o voo BA502, operado pelo A320 G-EUUJ, se bem que à chegada ou um ligeiro atraso devido a meteorologia, tendo sido feita uma espera. E enfim, pouco depois estava em Lisboa e cerca de três horas depois em Beja.

Espero que tenham gostado… e sim, visitem África que vale bem a pena!

Cumprimentos.

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Rui Miguel Rodrigues
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: sábado nov 19, 2011 9:04 pm 
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Mensagens: 7738
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Ehpa, ò Rui... quer dizer... pah... phonix, olha, o Bertinho que diga o que tem a dizer, porque eu vou voltar atrás e ler tudo again :D :D :D Há gajos que sabem realmente viver!!!!!

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Luis Gonçalves
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: sábado nov 19, 2011 9:28 pm 
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Estou sem palavras, Ou quase. As que tenho é mesmo para dizer que não tenho mais.
Ah sim, mais uma: OBRIGADO!

Cumprimentos a todos, em particular ao Rui "Duracell" Rodrigues.
LOMBA, Emmanuel.

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Sócio Nr. 195

Apenas distingo dois tipos de aviões no céu: Airbus e os outros...
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: domingo nov 20, 2011 12:00 am 
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The Backpacker, num taxi velho com um motorista do Zimbabué.
É que começa com pormenores destes.
Depois janta com umas amigas num pub Irlandes na África do Sul.
Dorme 2 horas e meia para se levantar e ir mergulhar em águas bem frias dentro de uma jaula para ver..... tubarões brancos, não sem antes vomitar o pequeno almoço.
Pelo meio vê pinguins e focas em estado selvagem. ("ganda" zoológico que para aqui vai).
A caminho do aeroporto partilha taxi com uma belga que vai para o Mali.


Pah que é isto? Argumento do próximo "007" ? :shock: :shock: :shock:

Rui "Duracell", se estás a pensar em ter netos, olha, recomendo a compra de cadeira confortável (para o avô), talvez uns pufs (para os netos) para passarem horas e a horas a ouvir as estórias do avô, chiça. :mrgreen:

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Alberto Oliveira
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: segunda dez 05, 2011 11:19 pm 
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The Backpacker, num taxi velho com um motorista do Zimbabué.
É que começa com pormenores destes.
Depois janta com umas amigas num pub Irlandes na África do Sul.
Dorme 2 horas e meia para se levantar e ir mergulhar em águas bem frias dentro de uma jaula para ver..... tubarões brancos, não sem antes vomitar o pequeno almoço.
Pelo meio vê pinguins e focas em estado selvagem. ("ganda" zoológico que para aqui vai).
A caminho do aeroporto partilha taxi com uma belga que vai para o Mali.
Eh pá, se eu soubesse que o Alberto Oliveira ia fazer um resumo não precisava de ter lido o teu texto todo... :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Rui, parabens por mais este belo report que me fez também "viajar" por Africa :dance

Abraço
:)

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Alberto Guedes
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 Assunto da Mensagem: Re: De Budapest para África
MensagemEnviado: terça dez 06, 2011 12:02 am 
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Registado: sexta jul 28, 2006 8:02 pm
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Belo report Rui...ainda hoje lembro-me das férias que passava no Etosha park...não sei como está hoje,mas havia uma maquete no seu interior com soldados em eu passava horas a olhar :cry: :P anos setenta...bons tempos (gosto)

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Carlos Gois
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