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 Assunto da Mensagem: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: sexta nov 23, 2012 12:05 pm 
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Roma era, a par de Berlim, Copenhaga e Atenas, uma das poucas capitais da Europa Ocidental que ainda não tinha visitado.

Assim, e aproveitando o facto de ter uns amigos a participar no campeonato da europa de tango argentino, decidi ir passar 48 horas a esta bela cidade italiana.

Roma é a capital da Itália, é uma comuna italiana e está sediada na província de mesmo nome, na região do Lácio. Conhecida internacionalmente como A Cidade Eterna pela sua história milenar, Roma espalha-se pelas margens do rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas: Palatino, Aventino, Capitólio (Campidoglio), Quirinal, Viminal, Esquilino, e Célio. No interior da cidade encontra-se a Cidade do Vaticano (ou Santa Sé), sede da Igreja Católica Apostólica Romana e residência do Papa, que também é bispo de Roma. É a única cidade do mundo a hospedar no seu interior um Estado estrangeiro (o Vaticano) , por tal motivo com frequência definido como capital de dois estados.

É uma das cidades com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização europeia.

Conserva muitas ruínas e monumentos na parte antiga da cidade, especialmente da época do Império Romano, e do Renascimento, o movimento cultural que nasceu na Itália. Roma está repleta de remanescências do seu passado milenar. No decurso da sua História de mais de dois mil anos, Roma acumulou inúmeros e notáveis tesouros de arte e um património arqueológico sem igual no resto do mundo. Esta característica desta cidade pode ser separada em duas componentes histórica e culturalmente distintas: A Roma Antiga, ou clássica; A Roma Papal. De entre os principais pontos turísticos a visitar, tinha como objectivo conhecer o Museu do Vaticano, a praça de São Pedro, a Fontana de Trevi, o Fórum Romano e o Coliseu, o Castelo de Santo Ângelo, a Piazza Navona, a Piazza Spagna e a Piazza della Repubblica.

Asism, marquei com 2 semanas de antecedência viagem na companhia preferida dos turistas despachados, um OPO-CIA-OPO. Cidade nova e aeroporto novo. Os voos permitiam-me passar exactamente 48 horas na capital italiana, tempo que daria em principio para visitar tudo. Partida marcada para as 7:15 da matina do dia 4 de Julho, apresentei-me no Aeroporto Francisco Sá Carneiro pelas 6:00, só com o trolley. Estavam uns agradáveis 16º quando embarquei no EI-DCY. Após a descolagem fiz uma das coisas que aprendi a fazer na Ryanair, dormir :mrgreen: Acordei à vertical de um dos meus novos destinos preferidos, Palma ouu Estava a sobrevoar a zona do aeroporto e as praias maravilhosas daquela ilha. Ancorado ao largo da zona do aeroporto estava um porta-aviões americano... bem, lá me virei para o outro lado e dormi quase até aterramos, tendo sido acordado pela hospedeira à vertical de FCO :D Sobrevoei os arredores de Roma e o avião rapidamente se fez à pista de CIA. Quando digo rapidamente é mesmo rápido. A velocidade com que o avião tocou na pista foi tal que levantámos voo novamente por uns segundos ouu :mrgreen: Quando o avião parou no stand e abriu a porta, bem vindo a Roma. Eram 11:00 e estavam 36º e abafado ouu ouu ouu Sai da pequena aerogare e apanhei o autocarro até à estação de metro. O bilhete de autocarro custa um 1€ e levou-me até à estação de Anagnina onde apanhei o metro para Subaugusta onde tinha marcado quarto num apartamento, hostel. Esta acabou por ser a melhor opção, pois o apartamento estava bem equipado e ficava ao lado da estação de metro que me permitia em 15 minutos estar no centro de Roma.

Bom, 36º lá fora, já na companhia dos meus amigos, meti-me no metro e às 13:00 e depois de furar a fila para entrar no Museu do Vaticano, comecei a visitar aquele que é um dos mais imponentes museus do mundo. E agora, algumas imagens


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Luis Gonçalves
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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: sexta nov 30, 2012 1:02 am 
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Nenhuma visita a Roma pode deixar passar a oportunidade de contemplar o espólio dos Museus do Vaticano

Os Museus Vaticanos constituem um conglomerado de renomadas instituições culturais da Santa Sé, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos pontífices romanos. Além destas instituições relativamente independentes entre si, das quais algumas possuem também sub-seções mais ou menos autônomas, os Museus Vaticanos supervisionam uma série de outros espaços dentro dos palácios da cidade do Vaticano, como galerias e capelas, que por si mesmos guardam alto interesse arquitetônico, histórico e artístico.

Desde a Idade Média o papado foi acumulando um significativo acervo de obras de arte, algumas remontando ao Império Romano, que eram mantidas no Patriarcado de Latrão, a antiga residência papal. Entre as peças mais importantes estavam a Loba capitolina, a Estátua equestre de Marco Aurélio e fragmentos de duas estátuas colossais representando Constantino I, mas nesse período não havia uma consciência museológica, a coleção não era sistematizada e não havia um programa de aquisições. Somente ao longo do Renascimento, quando surgiu um renovado interesse pela arte e cultura clássicas da Antiguidade, e os grandes aristocratas começaram a formar importantes coleções privadas de relíquias arqueológicas e objetos de arte antigos, é que a ideia moderna de museu começou a se formar. Acompanhando essa tendência, em 1503 o papa Júlio II criou um espaço no Vaticano, o Pátio do Belvedere, construído por Bramante, para receber parte de sua coleção pessoal e de algumas obras antigas importantes que haviam sido recentemente descobertas em escavações e adquiridas pela Igreja, como o Apolo Belvedere.

Entretanto, no período da Contra-Reforma, o papa Pio V dissolveu a coleção reunida por Júlio, preservando apenas as peças que não possuíam ligações com a Antiguidade pagã, e as outras foram transferidas para o Antiquarium do Capitólio, que mais tarde deu origem aos Museus Capitolinos, ou foram incorporadas a coleções privadas da nobreza italiana, e o interesse pelo colecionismo só voltou a aparecer entre os papas no início do século XVIII, não apenas por causa do valor estético das obras de arte, mas também para documentar a história primitiva da Igreja. Nesse período a ciência da Arqueologia estava se consolidando e renascia o estudo da Antiguidade. Foram realizadas muitas escavações arqueológicas na Itália e Roma se tornou o maior centro europeu de comércio de antiguidades. A Igreja detinha o privilégio de adquirir à sua escolha, antes de outros colecionadores, um terço de todos os achados das escavações no Lácio e em muitos casos adquiria uma proporção muito maior, ao mesmo tempo em que o papado buscava entre os nobres a aquisição de peças suplementares. Os papas Clemente XIV e Pio IX, na segunda metade do século, deram grande impulso ao colecionismo, criaram leis para impedir a evasão de antiguidades da Itália, compraram coleções inteiras de nobres falidos, empregaram uma grande equipe de restauradores para recuperar as antiguidades adquiridas e reformaram partes do Vaticano para receber esse acervo que crescia rapidamente, fundando o Museu Pio-Clementino, o núcleo museológico inicial dos Museus Vaticanos, estruturado de forma moderna.

Com a invasão de Roma em 1798 por Napoleão Bonaparte muitas das obras recolhidas foram confiscadas e levadas a Paris, entre elas o Apolo Belvedere e o Laocoonte, desfalcando seriamente o acervo papal. Pio VII procurou compensar as perdas adquirindo grande quantidade de outras peças, proibiu a saída de antiguidades dos Estados Pontifícios, fundou o Museu Chiaramonti, construiu o Braccio Nouvo e a Galeria Lapidaria para lápides e epígrafes antigas, e indicou o escultor Antonio Canova como Inspetor-Geral de Antiguidades e Belas Artes, que conseguiu em 1816 trazer de volta para Roma parte do espólio tomado por Napoleão. Gregório XVI continuou a obra de seus antecessores, fundando o Museu Etrusco (1828), o Museu Egípcio (1839) e o Museu Gregoriano Profano de Latrão (1844), com uma seleta de peças romanas de caráter pagão que não foram consideradas adequadas para permanecerem em exposição nos recintos do Vaticano. Foi ampliado em 1854 sob Pio IX com a ramificação do Museu Pio-Cristão, com esculturas, sarcófagos e outras obras de caráter cristão. Mas quando a capital do Reino de Itália foi tranferida de Florença a Roma em 1870, o papado perdeu seu privilégio sobre as aquisições arqueológicas, e a entrada de novos itens foi muito reduzida.

No século XX, o interesse aquisitivo se diversificou, foram criados museus etnológicos, históricos e de arte moderna, e as coleções começaram a ser reorganizadas de acordo com critérios museológicos mais aprimorados. Pio X estabeleceu em 1910 o Lapidário Hebreu, com inscrições de antigos cemitérios judeuss de Roma doadas pelos marqueses de Pellegrini-Quarantotti. Pinacoteca Vaticana foi criada por Pio XI em um edifício especialmente construído para ela, e em 1926 foi fundado o Museu Missionário-Etnológico. João XXIII reorganizou as coleções do Museo Gregoriano Profano, do Museo Pío-Cristão e do Lapidário Hebreu e as transferiu do Palácio de Latrão para o atual edifício dentro do Vaticano, inaugurado em 1970. Em 1973 foi criada a Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea, sendo instalada nos Apartamentos Borgia. No mesmo ano foi organizado o Museu Histórico do Vaticano, com uma série de retratos papais expostos nos apartamentos papais de Latrão e uma seção de carruagens e automóveis. Em 2000, foi inaugurada uma nova entrada para o complexo de museus, com instalações para vários serviços e onde são expostas obras de arte especialmente criadas para o ambiente. No itinerário dos Museus Vaticanos estão incluídos os palácios vaticanos, onde se encontram outros espaços e coleções de grande importância como a Capela Sistina, as Salas de Rafael, a Galeria dos Mapas, a Galeria das Tapeçarias, a Galeria dos Candelabros e os Apartamentos Borgia

Bom e mais umas fotos?


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Luis Gonçalves

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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: sexta nov 30, 2012 2:58 pm 
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Obrigado Luis por estas belas obras de arte aqui colocadas.....quando a coisa melhorar irei a Roma. (gosto)

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Carlos Gois
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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: sexta nov 30, 2012 8:38 pm 
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Obrigado Luis para compartilhar. E uma pena de ficar sò 48 oras em Roma, tem muitas coisas para fazer !

Parece que tinha muita gente no museu vaticano.

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Philippe Rey

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Meu Português não é perfeito

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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: sábado dez 01, 2012 1:53 am 
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PhilipeRey Escreveu:
Parece que tinha muita gente no museu vaticano.

Merci mon ami. Tinha muita gente de facto, chineses principalmente ouu :mrgreen:

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Luis Gonçalves

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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: domingo dez 09, 2012 11:02 pm 
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Um pormenor curioso :mrgreen:


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Luis Gonçalves

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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: domingo dez 09, 2012 11:06 pm 
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Uma das mais belas obras de arte no Museu do Vaticano é a Capela Sistina. A Capela Sistina (em italiano: Cappella Sistina) é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

Uma das obras que mais atrai é o Teto da Capela Sistina. Na realização desta grandiloqüente obra concorreram amor e ódio. Michelangelo teria feito este trabalho contrariado, convencido que era mais um escultor que um pintor. Encarregado pelo Papa Júlio II, sobrinho de Sisto IV, de pintar o teto da capela, julgou ser um conluio de seus rivais para desviá-lo da obra para a qual havia sido chamado a Roma: o mausoléu do Papa. Mas dedicou-se à tarefa e o fez com tanta maestria que praticamente ofuscou as obras primas de seus antecessores na empresa. Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de fato, um dos maiores tesouros artísticos da humanidade.

É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, pois dispensara os assistentes que havia contratado inicialmente, insatisfeito com a produção destes, e que o mesmo ainda encontraria forças para retornar ao local, duas décadas depois, e pintar na parede do altar, sacrificando, inclusive, alguns afrescos de Perugino, o Juízo Final, entre 1535 e 1541, já sob o pontificado de Paulo III.

A superfície da abóbada foi dividida em áreas concebendo-se arquitetonicamente o trabalho de maneira que resultasse numa articulação do espaço entremeado por pilares. Nas áreas triangulares alocou as figuras de profetas e sibilas; nas retangulares, os episódios do Gênesis. Para entender estas últimas deve-se atentar para as que tocam a parede do fundo:

Deus separando a Luz das Trevas;
Deus criando o Sol e a Lua;
Deus separando a terra das águas;
A Criação de Adão;
A Criação de Eva;
O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso;
O Sacrifício de Noé;
O Dilúvio Universal;
Assim como ocorre com parte da obra de Leonardo da Vinci, Benjamin Blech e Roy Doliner sugerem no seu livro Segredos da Capela Sistina que Michelangelo teria usado de criptografia para inscrever mensagens atacando o papado. O artista teria usado seus conhecimentos dos textos judaicos e cabalísticos, antagônicos à doutrina cristã estabelecida, para transmitir em sua pintura aquilo em que verdadeiramente acreditava.

Outra das obras fenomenais é o Juízo Final por Michelangelo. A parede do altar foi destinada a conservar a maior pintura na qual Michelangelo dedicou, desde 1534, todo seu engenho e força: o Juízo Final.

O afresco ocupa inteiramente a parede atrás do altar. Para sua execução, duas janelas foram fechadas e algumas pinturas da época de Sisto IV apagadas: os primeiros retratos de papas; a primeira cena da vida de Cristo e a primeira da vida de Moisés. Uma imagem da Virgem da Assunção de Perugino, e os afrescos das duas lunettes, onde o próprio Michelangelo havia pintado os ancestrais de Cristo.

A grandiosidade da personalidade do grande mestre se revela aqui, com toda sua potência, devido sobretudo à concepção e a força de realização da obra.

Aqui, o "Pai do Barroco", como querem alguns, já desnuda de forma marcante os novos rumos que o artista imprimira em sua arte. A liberdade em relação aos cânones anteriores, da chamada Alta Renascença, manifesta-se na rigorosa maneira com que trata a figura humana. O que seria chamado o terribile por seus contemporâneos.

Michelangelo expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda esperam Caronte e Minos.

A ressurreição dos mortos e os anjos tocando trombetas completam a composição.


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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: terça dez 11, 2012 12:34 pm 
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Outra das obras primas do Museu do Vaticano são as escadas em espiral. É, a par da Capela Sistina, um dos locais mais fotografados pelos visitantes.


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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: quinta dez 13, 2012 12:15 am 
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Depois de umas horas a apreciar o espólio do Museu do Vaticano segue-se a Praça de São Pedro.

A Praça de São Pedro (em italiano Piazza di San Pietro) situa-se em frente à Basílica de São Pedro, no Vaticano. Foi desenhada por Bernini no século XVII em estilo clássico mas com adições do barroco. Ergue-se um obelisco do Antigo Egipto no centro.

O estilo clássico pode ser apreciado na colunata dórica que enquadra a entrada trapezoidal para a Basílica e a grande área oval que a precede. A parte oval da praça reflecte o estilo barroco, próprio da época da Contra-Reforma.

O obelisco central tem 40 metros de altura, incluindo a base e a cruz no topo. Data do século I d.C. e foi trazido para Roma no reinado do imperador Calígula. Está no lugar actual desde 1585 sob ordem do Papa Sisto V, que colocou no obelisco um dos pedaços originais da cruz de Jesus Cristo. Bernini complementou a colocação do obelisco com uma fonte em 1675. Foi preciso mais de novecentos homens para erguê-lo.

Quase todos os visitantes que chegam ao Estado do Vaticano visitam primeiro a Praça, uma das melhores criações de Bernini, que o romancista francês Stendhal chamou "a arte da perfeição". Quando em 1656 Bernini recebeu o encargo do Papa Alexandre VII de aperfeiçoar a praça diante da basílica de São Pedro, esta era enorme, retangular, com piso de terra. Levava ao bairro vizinho do Borgo e não tinha adornos, exceto uma fonte e o obelisco egípcio instalado em 1586 por Domenico Fontana, incluídos na remodelação. Por exigência do papa, os peregrinos deveriam ser capazes de entrar e olhar o balcão central do qual o papa dava, e ainda dá, sua bênção "urbi et orbi" (à cidade e ao mundo).

Bernini desenhou sua obra-prima imaginando dois espaços abertos conjuntos. O primeiro, a Piazza Obliqua, tem forma de um elipse rodeada por colunatas (quatro enormes fileiras de altas colunas dóricas) que se abrem como num grande abraço maternal e simbolizam a Igreja Mãe. Há um corredor largo, entre elas, pelas quais passam automóveis, e duas aberturas mais estreitas para pedestres. O pavimento tem pedras brancas que marcam caminho até o obelisco central, montado sobre quatro leões de bronze. Tradicionalmente, o obelisco representa o elo entre a antiguidade e a cristandade, pois se diz que as cinzas de César descansam em sua base e uma relíquia da Santa Cruz está escondida no topo. Dos dois lados, há duas fontes em bronze, com bases de granito. O segundo espaço, a Piazza Retta, imediatamente a seguir e bem frontal à basílica de São Pedro, é um espaço trapezoidal que aumenta ao encostar na praça, diminuindo assim numa ilusão de ótica a amplidão da fachada. O edifício à direita abriga o Palácio Apostólico, que leva à "Scala Regia", a escadaria cerimonial desenhada por Bernini.

Na praça, o Papa celebra Missa Pontifícia nas maiores festas da Igreja. 140 estátuas - santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas - saúdam os peregrinos da balaustrada das colunas, que tem 17 metros de largura. O brasão e as inscrições evocam o Papa Alexandre VII, que encomendou a obra.


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 Assunto da Mensagem: Re: 48 horas em Roma
MensagemEnviado: quinta dez 13, 2012 10:31 am 
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Que bela cidade... está no topo das minhas prioridades a visitar.

Vamos lá ver se tenho tempo em 2013 ouu

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Alberto Guedes
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