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O ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, considerou terça-feira que a gestão regional do Aeroporto do Porto, defendida por um grupo de nortenhos, representa a «morte» da infra-estrutura aeroportuária.
«Os aeroportos devem ser geridos de forma integrada. Não sou favorável a essa opção. No dia seguinte, o aeroporto fechava, seria a morte do Aeroporto Sá Carneiro», advogou Mário Lino na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.
As declarações, disponibilizadas à Agência Lusa pelo Porto Canal, foram proferidas quando questionado pelos deputados sobre a proposta de um grupo de individualidades do Porto, que defende que a gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro deveria ser entregue a uma entidade autónoma da ANA - Aeroportos de Portugal.
Em Abril, personalidades como o presidente da Associação Comercial Portuense, Rui Moreira, o ex-vice-presidente da Câmara do Porto Paulo Morais, o general Pires Veloso e os antigos ministro da Defesa Carlos Brito e secretário de Estado da Saúde Faria de Almeida (do Governo de Cavaco Silva) consideraram que a gestão do Aeroporto do Porto deveria ser preferencialmente concessionada pela Junta Metropolitana a uma entidade especializada, admitindo mesmo que fosse exercida directamente pela própria Junta Metropolitana.
A posição, manifestada numa carta aberta dirigida ao presidente da Câmara e Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, refere que a gestão independente da infra-estrutura aeroportuária representaria «o início de uma efectiva concorrência do sector».
Ainda segundo os signatários do ofício, a maioria fundadores do PPD/PSD, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro seria prejudicado em benefício da rentabilização do futuro aeroporto da Ota.
O Aeroporto Sá Carneiro «terá o seu futuro irremediavelmente comprometido se todos os aeroportos continuarem a ser geridos pela ANA, que tenderá a subordinar os interesses de Porto e Faro ao sucesso comercial da Ota», sustentou o grupo de individualidades.
Na altura, o PCP e BE do Porto condicionaram a possibilidade da gestão regional da infra-estrutura aeroportuária do Porto ao seu enquadramento na gestão metropolitana dos transportes e se houver regionalização.
Contrariamente, o PS rejeitou a ideia, invocando que a gestão dos aeroportos nacionais deve ser feita a nível nacional, tal como acontece com os portos.
Diário Digital / Lusa
_________________ Luis Lourenço Sócio Nr. 075
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